Inclusão e Educação Especial

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A arte na inclusão de jovens

com transtornos globais de desenvolvimento

Patrícia Jovane Zillmer e Rejane Caspani Dubois (Orgs.)
ISBN: 978-85-7706-086-3
ed. 192 p.
Histórias de jovens com transtornos globais de desenvolvimento e a sua arte, que compõem este livro, buscam mostrar um fazer pedagógico carregado de emoção, desafios e prazer nas invenções, explorando a arte como uma estratégia de inclusão escolar, valorizando o protagonismo, a pesquisa e a criatividade de crianças e jovens com TGD. A narrativa das autoras sobre as ações desenvolvidas e sobre a natureza das suas intervenções pedagógicas, em oficina de artes, nos leva a acreditar em alternativas e estratégias de ensino que possam, de fato, qualificar o trabalho pedagógico com esses alunos.
  • Sumário
    Introdução

    Parte I
    Inclusão de alunos com transtornos globais de desenvolvimento


    Uma escola para alunos com transtornos globais de desenvolvimento(TGD
    Sobre transtornos globais de desenvolvimento
    Transtornos globais de desenvolvimento, a escola e as famílias

    A inclusão de crianças e jovens com TGD
    A construção de processos educacionais:
    um caminho em construção

    A arte da inclusão e a inclusão pela arte
    Dos dispositivos da clínica à escola
    A arte na Escola Lucena Borges
    O Projeto Escola Espaço de Cultura
    Sobre leitura de imagem
    As etapas do Projeto
    O processo e o tempo de cada um
    Ensinar e aprender com alunos com TGD

    Parte II
    Incluindo com "arte" jovens com TGD


    Arte e brincadeira

    Iberê Camargo
    Estudando a obra de Iberê Camargo
    A trajetória de Rogério

    Objetos de desejo
    Como trabalhamos com as coleções
    Os objetos de desejo de Anita
    Os objetos de desejo de Antônio

    Aprendendo sobre Joan Miró
    Aprendendo na escola especial sobre Joan Miró
    Anderson e o mundo vivaz de Miró

    Tarsila do Amaral na escola especial
    A prática em sala de aula
    Rute e o "“Morro da Favela"
    Um percurso com alunos de sete a 12 anos

    Volpi: tradição e ruptura
    Percurso do trabalho
    Cris e um grande desejo de aprender

    Reinvenção das flores e cores
    Os primeiros contatos com a obra de Erico Santos
    O contato com o artista
    As experimentações
    Os projetos dos alunos
    Marcio: "“Flores I, Flores II e Árvore de Flores"”
    Lia: muitas e muitas flores

    Aglaé e as árvores de nossa escola
    Exploração e descobertas

    Gelson Radaelli: o corpo e suas representações
    Contato com Radaelli
    Percurso do trabalho
    As visitas do artista na escola
    Alice e Radaelli

    Trajetórias e reinvenções
    Resgate histórico do trabalho com arte na escola
    Papel reciclado: uma ideia sustentável
    Arte para vestir a camiseta

    Considerações finais


     
  • Trecho
    Abordar a escolarização de crianças e jovens com TGD é deparar-se com um campo ainda em construção de caminhos marcados por dúvidas, respostas provisórias, o que requer um novo olhar para a construção de possibilidades subjetivas e educacionais para esses sujeitos. A política para a educação especial, na perspectiva da educação inclusiva, traz a inclusão como uma oposição aos paradigmas vivenciados na história da educação em nosso país, repudiando práticas segregativas e excludentes e constitui um paradigma educacional, fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola (BRASIL, 2008, p. 5). O polêmico assunto da inclusão escolar implica um desafio: pensar sobre as diferenças e sobre os direitos, nos caminhos e nas estratégias para que as escolas possam de fato atender a todos. Complementando a ideia de inclusão escolar, Carvalho (2008, p. 28) afirma que "pensar inclusão a partir da perspectiva da educação na diversidade é reconhecer as diferenças individuais; é reconhecer a existência de limitações que criam barreiras que precisam ser removidas, sem considerá-las como obstáculos intransponíveis". Veiga Neto e Lopes (in SANTOS, 1999, p. 119) propõem uma breve incursão acerca do termo inclusão, o qual pode nos remeter a múltiplos significados: “atribuir esse ou aquele significado à palavra inclusão é uma forma de inventar uma interpretação para ela”. Sua força está na produção e circulação de narrativas de diferentes grupos sociais e seu significado está determinado pelos diferentes usos que dela se fazem. Meira (2006, p. 48) relata que “a escola inclusiva não deve ser a escola que oferece tudo para todos. Esse é um lugar impossível pela impossibilidade de atender a demanda pedagógica de serem "“todos iguais"”. Ainda afirma que “"demandar a todas crianças o mesmo nível de atividades seria negar as diferenças que aí se impõem".” A diferença, conforme Carvalho (2008, p. 21-25), deve ser entendida como: experiências vividas pelos sujeitos; como relação social; como subjetividade, considerando os instintos, as pulsões individuais e a identidade, marcados pela multiplicidade de posições que constituem o sujeito. Há de se pensar que a inclusão escolar nas escolas de Ensino Fundamental, como alternativa de escolarização para todos, também restringe a possibilidade de práticas educacionais que não se enquadram na estrutura dessas escolas. Entendemos que as práticas pedagógicas das escolas precisam atender às necessidades, possibilidades e habilidades de cada um dos seus alunos, cabendo, nesse caso, uma reflexão sobre quais espaços escolares são necessários para atender os alunos com TGD. Todos os alunos podem estar plenamente inseridos na escola de Ensino Fundamental? As escolas especiais não são também espaços escolares? Por quê? O que é a escola inclusiva? Essas questões devem estar presentes no cotidiano das escolas, universidades, políticas públicas, etc. A inclusão escolar de crianças e adolescentes com TGD é um grande desafio, e parte da realidade de diversas instituições de ensino. É importante que escola e sociedade compreendam o sentido e as marcas da escolarização dessas crianças e jovens com transtornos que vêm ficando à margem da cultura.

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