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Avaliar para promover

as setas do caminho

Jussara Hoffmann
ISBN: 978-85-87063-46-5
15ª ed. 160 p.
O livro apresenta os cinco princípios essenciais da avaliação mediadora no sentido da efetiva promoção da aprendizagem e das múltiplas dimensões do fazer avaliativo. Estabelecendo relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos de aprendizagem, Jussara desenvolve fundamentos teóricos e ilustra, com exemplos práticos, temas como a mediação, a questão do tempo em avaliação, a elaboração de testes, a correção das tarefas avaliativas, as ações de intervenção, os registros de avaliação e outras questões.
  • Sumário
    Introdução
    Buscando caminhos


    Rumos da avaliação neste século
    A avaliação a serviço da ação
    Para onde vamos?
    Uma ação que se projeta no futuro
    Regime seriados versus regimes não seriados
    Provas de recuperação versus estudos paralelos
    Conselhos de classe versus "“conselhos de classe"”
    Uma atividade ética
    As reformas educacionais?
    A participação das famílias?
    A educação inclusiva?

    Outra concepção de tempo em avaliação
    O aprendiz determina o próprio
    tempo de aprendizagem
    Cada passo é uma grande conquista
    Todo aprendiz está sempre a caminho
    É importante refletir a cada passo
    A autoavaliação como processo contínuo

    As múltiplas dimensões do olhar avaliativo
    Delineando objetivos
    Aprofundando e ampliando o olhar
    A análise qualitativa: múltiplas dimensões
    O plano epistemológico
    Os conteúdos
    O cenário da avaliação: atividades
    Perguntar mais do que responder
    Transformar respostas em novas perguntas

    Avaliação e mediação
    A dinâmica do processo avaliativo
    Mediando a mobilização
    Qual o papel do educador/avaliador?
    A investigação de concepções prévias
    Como mediar o desejo e a necessidade de aprender?
    Mediando a experiência educativa
    Estratégias de aprendizagem
    Atividades diversificadas ou diferenciadas?
    Mediando a expressão do conhecimento
    Tarefas gradativas e articuladas
    Respeito às diferentes formas de expressão
    Uma postura reflexiva do aluno e do professor

    Registros em avaliação mediadora
    Instrumentos a serviço das metodologias
    Critérios de correção de tarefas
    Alguns cuidados na elaboração de tarefas avaliativas
    Orientações gerais
    Questões dissertativas
    Questões objetivas
    Revisão de testes e tarefas
    Dossiês, portfólios, relatórios de avaliação
    Referencias
  • Trecho
    Introdução

    BUSCANDO CAMINHOS
     
    (...) Avaliar para promover é um título que poderá suscitar diferentes interpretações, diferentes "leituras". O termo "promoção" sempre esteve atrelado a decisões burocráticas da avaliação tradicional, significando o acesso a outros níveis de ensino. Minha intenção é resgatá-lo em seu sentido original, de acesso a um patamar superior de aprendizagem, de acesso a um nível qualitativamente superior de conhecimento e de vida. Avaliar para promover uma educação digna e de direito de todos as crianças, jovens e adultos.
    Neste livro, pretendo dialogar com o leitor, para que, juntos, possamos reforçar as setas dos caminhos em avaliação, a partir do engajamento em ações educacionais comprometidas com uma escola do presente e do futuro.
    Avançamos (lentamente, é fato), mas houve conquistas importantes, nos últimos anos, em termos de uma maior reflexão e de um maior número de experiências em avaliação mediadora por escolas e professores, que resultaram, como revelou o último censo escolar, na diminuição da repetência e da evasão escolar no país.
    Apesar dos avanços, continua muito grande a polêmica em torno da avaliação. Contribuem, para isso, muitos fatores. A Lei de Diretrizes e Bases encaminha a novas regulamentações sobre a promoção dos estudantes, sugerindo a revogação das práticas classificatórias excludentes. Em consequência, inúmeros pareceres, resoluções e normas oficiais somam-se à LDB, acarretando múltiplas e, por vezes, confusas interpretações dos preceitos legais. A sociedade e os professores ficaram inquietos diante das reformas educacionais, temerosos, principalmente, quanto às alterações em avaliação que "podem colocar em risco" a tradicional escola brasileira (classificatória e elitista).
    Participo intensamente, como estudiosa na área, dessa inquietação coletiva. Alegro-me em dizer que os reflexos desses esforços, embora tímidos, são positivos e alentadores. Passo a passo, a discussão amplia-se, professor por professor, escola por escola, em cada comunidade, em todo o país. "É preciso mudar a escola e a sociedade para mudar a avaliação" - defendem alguns céticos. Não creio. A avaliação é substancialmente reflexão, capacidade única e exclusiva do ser humano, de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo e com os outros seres, influindo e sofrendo influências pelo seu pensar e agir. Não há tomada de consciência que não influencie a ação. Uma avaliação reflexiva auxilia a transformação da realidade avaliada.
    Humanidade subentende razão, crítica, emoção, intuição, posicionamentos pessoais frente a fatos e ações do outro. Em tudo, há sempre o que nos agrada e o que nos desagrada. Partimos para uma mudança impulsionados pelo desejo de alterar o que não nos satisfaz. Assim, creio, repensar os princípios de avaliação que regem uma instituição educacional pode ser, sim, um primeiro passo para transformá-la, porque exige discuti-la em seu conjunto: valores, organização curricular, preceitos metodológicos, visão política, comunitária. Ao discutir a prática avaliativa, cada professor enuncia concepções próprias acerca da vida, da educação, do educando.
    Dessa forma, ao reunir professores, alunos, a comunidade para discutirem avaliação, desencadeiam-se e dinamizam-se processos de mudança muito mais amplos do que a simples reformulação de práticas. Uma reflexão conjunta sobre princípios que fundamentam a avaliação nas escolas favorece a convivência com diferentes perspectivas individuais, ampliando a compreensão coletiva sobre as dimensões do ser escola, do ser educador e do ser educando. O avaliar para promover fundamenta-se em tais reflexões.
    Mais do que nunca, percebo a grande maioria dos educadores imersa nessa discussão, inquietos pelas críticas de mal julgar os alunos, pelas críticas de uso abusivo de sua autoridade. Nunca esse poder incomodou a tantos! Retorno seguidamente, em encontros de professores, aos velhos tempos e aos meus primeiros estudos. Percebo o quanto ainda é necessário "desafiar o mito" da concepção classificatória, que reduz a avaliação ao controle e julgamento de resultados finais (Hoffmann, 1991). (...)

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