Educação Infantil

Educação Infantil
Alta resolução +
De R$ 39,00 por R$ 28,00

Brincar e jogar

atividades com materiais de baixo custo

Cláudia Inês Horn et al.
ISBN: 978-85-7706-020-7
ed. 72 p.
Jogos e brincadeiras com sucatas e materiais de baixo custo são muito importantes para o desenvolvimento infantil, uma vez que as crianças agem para transformar "coisas que são" em "coisas que não são", abandonando uma atitude passiva de brincar e desenvolvendo a imaginação e a espontaneidade. As autoras sugerem aqui materiais que podem ser selecionados para isso e apresentam brincadeiras e jogos construídos para crianças de zero a oito anos, oferecendo orientações e sugestões de uso. Indicado para professores, orientadores de salas de multimídia, profissionais de brinquedotecas e gestores.
  • Sumário
    Apresentação

    O brincar em diferentes tempos
    A descoberta da infância
    O que as professoras e as crianças
    pensam sobre o brincar?
    Brincar é coisa séria

    Jogos criados e/ou adaptados
    Tijolinhos coloridos
    Tabuleiro interativo
    Descoberta do par
    Montando o cachorrinho
    Cadeiras espinhentas
    Nossa história
    Soprador
    A descoberta
    Nadita: o boneco das estações
    Cheira-cheiro
    Gol do assoprão
    Jogo do arremesso
    Labirinto
    Monta igual
    O que tem e o que não tem
    Piano colorido
    Tapete interativo
    Boneco operado
    Peso dos números
    Desafio dos esportes

    A exploração dos jogos pelas crianças
    Quais seus jogos preferidos?
    Crianças de zero a dois anos
    Crianças de dois a quatro anos
    Crianças de quatro a seis anos
    Crianças de seis a oito anos
    Crianças de oito a dez anos
    Interesse das crianças na construção dos jogos
    Visão dos professores em relação à ludicidade
    As propostas pedagógicas das escolas
    em relação ao lúdico
    Desencadeamento de atividades lúdicas na escola

    Crianças e sucatas: algumas considerações
    No trabalho com sucata, nada se oferece pronto
    O adulto como "“assistente"” da criação

    Em respeito ao direito de brincar
  • Trecho
    Por que falar sobre o brincar com materiais de baixo custo?
     
    No momento atual em que as questões ambientais estão presentes no dia a dia das pessoas, fazer uso correto de materiais recicláveis é de fundamental importância. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Neste momento você pode estar se questionando qual será a relação entre as questões ambientais e a ludicidade na infância? Como resposta a este questionamento, e aliando a este pensar, desenvolvemos a obra “Jogar e brincar com materiais de baixo custo”, que apresenta diferentes temas sobre o brincar e o aproveitamento de materiais reutilizáveis na construção de jogos e brinquedos para crianças de diferentes idades.

    Por que não transformar uma grande caixa de papelão em uma agradável brincadeira de “o que é o que é?”, tentando descobrir o que há em seu interior somente com o toque das mãos? Por que não aproveitar restos de tecidos e, com linha, agulha, experimentação e muita imaginação, montar um boneco de pano com o qual se possa explorar os órgãos do corpo humano?

    Levando em consideração estes e muitos outros questionamentos, é que nos motivamos a elaborar uma coletânea de jogos e brinquedos confeccionados com materiais de baixo custo, os quais criamos ou adaptamos para serem explorados por crianças de diferentes faixas etárias. Assim, com poucos recursos e muita vontade de criar e inovar, fizemos do brincar o nosso lema e desenvolvemos diferentes ideias, buscando aproximar a ludicidade de uma prática pedagógica inovadora, possível de ser transformada para melhor.

    Ressaltamos que a proposta pedagógica das escolas deve estar fundamentada na ludicidade, e o educador, ao proporcionar a construção de jogos e brinquedos utilizando como matéria prima os materiais de baixo custo estará desenvolvendo a criatividade, a imaginação e a espontaneidade das crianças. Estes materiais são excelentes recursos para a construção de materiais lúdicos nas escolas, principalmente porque, a partir deles, o aluno age para transformar “coisas que são” em “coisas que não são”, usando o seu corpo, a percepção, a emoção, os sentimentos, ou seja, passa a ser sujeito ativo na construção do seu conhecimento. Ao trabalhar com estes materiais alternativos o adulto deve estar presente como assistente de criação, ou seja, é ele quem orienta o trabalho em relação às diferentes possibilidades, auxiliando na colagem, no recorte, no uso adequado de materiais, dando suporte nas tarefas que coloquem a criança em situações de perigo.

    Acreditamos que o educador deva deixar a criança ser criança, enquanto criança, possibilitando-lhe o brincar livre do julgamento e do direcionamento excessivo, comuns em situações de aprendizagem integradas com os conteúdos do currículo escolar.

    Assim, se o brincar alcançasse um maior espaço na rotina escolar, seria suficiente e satisfatório para o desenvolvimento de qualquer atividade. No entanto, essa mudança não pode ser resolvida simplesmente, “dando” às crianças o direito de brincar. Para ser significativa, o brincar deve despertar e manter na criança o desejo de brincar ainda mais. Não basta apenas ampliar o tempo no pátio, aumentar os estoques de brinquedos na sala de aula, enfim, a mudança implica principalmente em uma nova postura do educador diante da brincadeira e do espaço em que ela acontece.

    Este é um dos sonhos que queremos disseminar: transformar espaços escolares em lugares prazerosos, cheios de desafios, emoções e descobertas, sobre os quais as crianças possam dizer: “Como é bom estar aqui, amanhã quero voltar!”

Sugestões de outros títulos:

carregando...