Educação Infantil

Educação Infantil
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Planejamento, práticas e projetos pedagógicos

na Educação Infantil

Marita Martins Redin et al.
ISBN: 978-85-7706-077-1
ed. 208 p.
Planejar a ação educativa com bebês e crianças é deixar que o inusitado apareça, abrindo espaço para suas especificidades, histórias de vida, sonhos e fantasias. Esse é o enfoque principal desta publicação, que reúne uma completa orientação sobre planejamento, desenvolvimento de projetos pedagógicos, conteúdos referenciais e posturas pedagógicas com crianças de todas as faixas etárias. Para além disso, apresenta relatos de práticas e projetos desenvolvidos em creches e pré-escolas, comentados e analisadas em relação ao seu significado e quanto às reações apresentadas por bebês e crianças de diferentes instituições.
  • Sumário
    Apresentação
    Jussara Hoffmann
    Maria Beatriz Gomes da Silva



    Planejando na Educação Infantil
    com um fio de linha e um pouco de vento
    Marita Martins Redin

    Planejar para ampliar horizontes, fazer sentido
    Planejar para alimentar a ludicidade, a imaginação e a criação
    Planejar para dar visibilidade às nossas concepções
    Planejar não é determinar caminhos, mas direções
    Quebrando rotinas, inventando e explorando outra educação
    Para não esquecer!
    O cotidiano, um espaço de acontecimentos que valem
    a pena ser vividos

    Trabalhando com projetos pedagógicos
    Maria Carmen Silveira Barbosa

    Escola Nova: o nascimento de uma pedagogia de projetos
    Algumas ideias que revigoram a teoria de projetos
    De programa escolar para a programação escolar
    A prática de projetos
    Definição do problema
    Planejamento do trabalho
    Coleta de informações
    Organização das informações
    Apresentação e comunicação
    Alguns critérios para avaliar um projeto
    Papel da professora no projeto
    Exemplos de projetos com crianças
    Projetos com crianças de zero a três anos
    Projetos com crianças de quatro anos em diante


    Linhas norteadoras em Educação Infantil
    Maria Bernadette Castro Rodrigues
    Maria Celina Bastos de Amodeo
    Leni Vieira Dornelles
    Ivany Souza Avila
    Maria Isabel Habckost Dalla Zen

    Por que linhas norteadoras?
    Linhas norteadoras com crianças de zero a um ano
    Linhas norteadoras com crianças de um a dois anos
    Linhas norteadoras com crianças de dois a quatro anos
    Linhas norteadoras com crianças de quatro a seis anos
    As representações de criança
    A alfabetização e o papel do lúdico
    Sobre a literatura infantil: mania de ler... mania de aprender

    Atividades, práticas e projetos pedagógicos
    com bebês e crianças até quatro anos

    Bebês também gostam de histórias
    Crianças de quatro a 11 meses
    Marcia Luciana Menegat

    Ampliando horizontes
    Crianças de quatro a 11 meses
    Marcia Luciana Menegat

    Descobrindo as caixas
    Crianças de quatro a 12 meses
    Débora Borba Rosa

    E os rolos da mamãe?
    Crianças de quatro a 12 meses
    Débora Borba Rosa

    Saco-surpresa
    Crianças de quatro a 18 meses
    Thayse Reis Branco

    Móbiles
    Crianças de quatro a 18 meses
    Thayse Reis Branco

    Conhecendo meu corpo por meio do espelho
    Crianças de quatro a 18 meses
    Lúcia Helena Kunze Vieira

    Vamos guardar os brinquedos?
    Crianças de quatro a 18 meses
    Lúcia Helena Kunze Vieira

    Fazendo música
    Crianças de quatro a 18 meses
    Cristina Gil de Souza

    Brincando com potes e frascos vazios
    Crianças de quatro a 18 meses
    Cristina Gil de Souza

    Na caixa de areia
    Crianças de 12 a 18 meses
    Adriana Castellanos Pereira

    Descobrindo o próprio rosto no espelho
    Crianças de 12 a 18 meses
    Adriana Castellanos Pereira

    Era uma vez
    Crianças de um a dois anos
    Adriana Calza Caporal

    Fazendo barulho
    Crianças de um a dois anos
    Adriana Calza Caporal

    Na hora do lanche
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Lisiane Selistre Dutra

    Iniciando os jogos em grupo
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Lisiane Selistre Dutra

    Conhecendo os instrumentos musicais
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Denise Dallarosa Queiroz

    Saboreando gelatina
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Denise Dallarosa Queiroz

    Brincando de ninar
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Gilsone Mottola

    Passa, passará
    Crianças de um ano e meio a dois anos e meio
    Gilsone Mottola

    Uma grande surpresa
    Crianças de dois a dois anos e meio
    Cláudia Helena Demartini Costa

    Transformando
    Crianças de dois a dois anos e meio
    Cláudia Helena Demartini Costa

    Dia e noite
    Crianças de dois a três anos
    Simone Volkmer Drafta

    Brincando e descobrindo os jogos de regras
    Crianças de dois a três anos
    Simone Volkmer Drafta


    Projetos pedagógicos
    com crianças de três a seis anos

    O sanduíche da Maricota I
    Crianças de três a quatro anos
    Simone Pereira Klima

    As tartarugas
    Crianças de três a quatro anos
    Viviane Zinn Severo

    O Sanduíche da Maricota II
    Crianças de quatro a seis anos
    Janice Cristina Sampaio Machado

    A toca do coelho
    Crianças de quatro a seis anos
    Alessandra Toffani Coser

    Um elefante incomoda muita gente
    Crianças de quatro a seis anos
    Mônica Sudbrack Bittelbrunn

    Os dinossauros
    Crianças de quatro a seis anos
    Márjorie Paranhos da Rosa Schenfeld

    O álbum da vida
    Crianças de quatro a seis anos
    Márjorie Paranhos da Rosa Schenfeld

    Projeto Sol
    Crianças de quatro a seis anos
    Marta Quintanilha Gomes

    Saco de brinquedos e Jujubalândia
    Crianças de quatro a seis anos
    Camila Müller Silva

    No céu eu vejo
    Crianças de quatro a seis anos
    Lisiane da Silveira

    Pequenos pesquisadores desvendando
    os mistérios do Antigo Egito
    Crianças de quatro a seis anos
    Ana Christina de Azevedo Duarte

    Cuidar dos dentes é pra gente pequena
    Crianças de quatro a seis anos
    Marilei de Mattos

    Referências e sugestões de leitura
  • Trecho
    A Educação Infantil, nos últimos anos, tem sido discutida por várias instâncias da sociedade que buscam, legitimamente, avanços em termos legais e quanto a propostas pedagógicas que ultrapassem a concepção de guarda e proteção que predominou no século passado.
    É bem maior o número de instituições públicas e particulares que acolhem crianças de zero a seis anos, o que tem facilitado a participação das mulheres na vida social e econômica do país, embora venha aumentando, também, a preocupação das famílias com a qualidade do atendimento proporcionado às crianças nesses espaços educativos.
    Oferecer uma Educação Infantil de qualidade é um grande compromisso dos educadores na atualidade. Não se pode mais negar que as oportunidades de aprendizagem oferecidas às crianças dessa faixa etária lhes favorecem um futuro mais digno e sua inserção social.
    Apesar dos avanços em termos de políticas públicas e das pesquisas e estudos desenvolvidos sobre a infância, estarão as instituições e os seus profissionais preparados para organizar ações educativas adequadas ao universo infantil?
    Precisamos, sobretudo, refletir sobre a concepção de infância que viemos construindo e sobre o papel dos profissionais de Educação Infantil em termos do seu compromisso de garantir o direito às crianças de serem compreendidas e respeitadas em suas especificidades nos espaços educativos constituídos para elas.
    Em nossa longa experiência com a supervisão de estágio em instituições assistenciais, públicas e particulares, perguntamos a muitas professoras e auxiliares sobre o significado do seu papel em relação aos bebês e às crianças. Suas respostas revelaram, sobretudo, preocupações com proteção, cuidados (alimentação, sono, higiene) e disciplinamento das crianças, desde bebês. E essas ações eram, em geral, priorizadas por elas, com restritos espaços para a efetivação de propostas pedagógicas, principalmente em relação às crianças menores.
    Não se pode negar que estamos vivendo fortes mudanças no que se refere ao caráter educacional de grande parte das instituições.
    Contudo, ainda estamos bastante distantes do que se entende como ideal no trabalho pedagógico, principalmente nas escolas que acolhem as crianças das classes sociais menos favorecidas.
    Para se alcançar a efetivação de outro referencial pedagógico, é preciso avançar na formação e qualificação dos profissionais que atuam na Educação Infantil. Essa formação deve ultrapassar os "“treinamentos"” ou a simples sugestão de atividades e brincadeiras a realizar. É necessário, sobretudo, um trabalho de reflexão crítica sobre as práticas desenvolvidas no dia a dia, por meio de espaços de troca e de diálogo entre educadores e da divulgação de experiências inovadoras que contemplem a criança na atualidade, numa postura investigativa e curiosa sobre seus singulares contextos de vida.
    Cabe, também, investigar seriamente a concepção de infância e educação vigente nas instituições, sobre a qual são assentadas muitas decisões de gestores e educadores. A partir de estudos e pesquisas realizadas, percebemos, muitas vezes, um grande descompasso entre o que se estabelece em termos de rotinas, organização de salas e espaços de recreação, práticas e condutas com as crianças e o que os gestores e educadores enunciam como princípios educativos ao definir seu currículo e elaborar seu planejamento.
    O que se espera de uma instituição de Educação Infantil?

    –Planos de trabalho anuais, apresentados aos pais no início do ano, com unidades temáticas definidas, uma série de atividades previstas e cronograma preestabelecido? – Espaços de circulação e salas limpos e organizados, decorados com painéis artísticos e coloridos? – Amplos espaços ao ar livre, desprovidos de equipamentos que ofereçam perigo às crianças? – Prioridade dos profissionais aos cuidados com o sono, higiene, alimentação e segurança das crianças? – Oferecimento de lanches e refeições fartos várias vezes ao dia? – Crianças calmas e organizadas em mesinhas, desenvolvendo muitos trabalhinhos e atividades?

    Esses aspectos, para muitas famílias, podem parecer demonstrativos do ideal de uma instituição de Educação Infantil. Entretanto, todos eles, embora tenham seu lado positivo, podem representar, também, sérios limites à liberdade, à espontaneidade e ao desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da iniciativa das crianças.
    Poderíamos apontar algumas situações que desvelariam o seu viés negativo: as unidades temáticas, previstas por creches, por exemplo, privilegiam muitas vezes temas desprovidos de significado para as crianças pequenas, como "“Dia do Índio"”, "“Dia da Árvore”", “"Semana da Pátria”". As crianças acabam por participar de festas preparadas por adultos e para adultos, que, por vezes, não têm nenhum sentido para elas, enquanto deixam de realizar, durante cansativos ensaios e durante a própria festa, suas brincadeiras livremente, espontaneamente.
    Algumas datas comemorativas amplamente festejadas podem não ser de seu interesse porque estão aquém ou além de compreensão (como Semana da Pátria, Dia do Índio), enquanto seus verdadeiros interesses, aqueles que lhe atraem e que lhe são significativos, não são percebidos ou levados em conta. As crianças cumprem obedientemente um roteiro de atividades previstas: brincadeiras, aulas de música, de arte, de dança, contação de histórias, jogos, hora da merenda, do sono, da higiene, do pátio, sem possibilidade de fugir ao roteiro e de demonstrar o que gostariam de estar fazendo de diferente em todos esses momentos.
    A limpeza e a organização das salas estão na dependência, também, das decisões administrativas ou das rotinas estabelecidas.
    Observa-se o receio das professoras quando as crianças sujam o chão com tinta, recortam papéis ou espalham brinquedos ao final do dia, uma vez que os funcionários da limpeza já passaram por ali, ou os pais já irão chegar e ver a sala desorganizada.
    Muitos desenhos que as crianças fazem tendem a ser imediatamente guardados em pastas ou pendurados em pregos em locais específicos. O que decora os corredores e as paredes das creches são cartazes coloridos com mensagens, imagens de personagens veiculados pela mídia e outros elementos de decoração impecáveis, produzidos por profissionais da instituição.
    Quando vão ao pátio, as crianças menores são levadas a brincar bem longe dos balanços e dos trepa-trepas, longe da água, do barro ou de escadas para que as professoras possam ficar tranquilas quanto ao perigo que venham a enfrentar. Muitas vezes, observamos as crianças nesses espaços sem nenhum brinquedo ou com os mesmos velhos brinquedos à disposição, já sujos de areia, quebrados...
    Em relação às situações propostas às crianças pequenas, observamos que as atividades de mesa (jogos, desenhos, colagens) é que são consideradas pedagógicas. Correr, pular, empilhar objetos, jogar bola, brincar de casinha, mexer na água e na terra, melecar-se de tinta, andar de balanço ou no gira-gira, por exemplo, só no intervalo dos trabalhos propostos pela professora, porque representam bagunça e agitação. Em geral, tanto os adultos que trabalham com elas quanto os pais preferem que as crianças, mesmo as bem pequenas, permaneçam ocupadas em atividades calmas e tranquilas, apesar dos limites impostos à sua liberdade e iniciativa.
    Ao longo desses anos de vivência nessas instituições, acompanhando jovens professoras em formação, buscamos construir outras respostas à pergunta que se fez inicialmente: o que se espera de uma instituição de Educação Infantil? Foram muitas as respostas esboçadas, refutadas, reelaboradas por todas nós enquanto aprendíamos a conviver com crianças de todas as idades, etnias e classes sociais.
    Ao final dos encontros, sempre retornávamos ao ponto de partida: o que se busca é, sobretudo, uma proposta pedagógica que respeite a criança em seu tempo e em seu jeito de "ser criança"”, o que não víamos acontecer em muitas instituições e que nos angustiava sobremaneira.
    O que significa respeitar a criança? Respeitar não pode ser restringir ou limitar suas oportunidades de descoberta, mas proporcionar-lhe experiências de vida ricas e desafiadoras, auxiliando-a a encontrar meios de realizar o que deseja, é ouvi-la atentamente, acompanhar seu olhar e seus gestos, alimentar suas fantasias, brincar e criar com ela, ser mediador dessas descobertas. Respeitá-la é oferecer-lhe um ambiente livre de tensões, pressões, limites às suas manifestações, deixando-a expressar-se da maneira que lhe convém e buscando compreender o significado de todas as suas ações e reações.
    Os textos teóricos, projetos e práticas pedagógicas, que se apresentam neste livro, fundamentam-se nessa concepção de "“respeito à criança"”, partindo de fundamentos teóricos e metodológicos construídos a partir da vivência desse grupo de autoras em inúmeras instituições de Educação Infantil, ora como orientadoras de estágio, ora como pesquisadoras e, muitas delas, professoras.
    Os projetos e práticas, por muitas relatados, delineiam-se com base nos princípios apontados por Constance Kamii (1991) para a Educação Infantil. Ou seja, na promoção de ações educativas que tenham por objetivo desafiar cada uma das crianças

    a sentir-se segura numa relação não coersiva com adultos; a respeitar os sentimentos e direitos dos outros e começar a coordenar diferentes pontos de vista (descentração e cooperação); a ser independente, alerta e curiosa; a usar iniciativa na busca das curiosidades; a ter confiança em sua habilidade para chegar à compreensão das coisas por si mesmas, e a exprimir seu pensamento com convicção (KAMII, 1991, p. 55).

    Ao perseguir tais princípios, busca-se compreender como as crianças constroem o seu conhecimento, estando permanentemente atentas a elas, encorajando-as, aceitando suas diferentes manifestações e inventando maneiras de favorecer novas descobertas em todas as áreas do conhecimento, adequadas ao seu estágio de desenvolvimento.
    Esta publicação revela, justamente, a importância do planejamento de práticas e projetos pedagógicos delineados a partir dessa concepção. A partir dos estudos teóricos e dos relatos de experiências das autoras aqui reunidas, vislumbra-se, concretamente, a possibilidade do oferecimento de uma ação educativa lúdica e competente a crianças de zero a seis anos em instituições de Educação Infantil, mesmo com recursos escassos e/ou espaços não favoráveis ao melhor atendimento.
    Em termos de planejamento, aconselha Marita Martins Redin, no Capítulo 1: "“é preciso não nos fecharmos em concepções conservadoras ou em sistemas rígidos, permitindo a abertura histórica que abarque a criança como um todo e, ao mesmo tempo, considerando as suas especificidades, as suas diferenças, a sua história de vida, os seus desejos e as suas necessidades"”.
    No Capítulo 2, Maria Carmen Silveira Barbosa analisa o surgimento da pedagogia de projetos no Brasil e o seu significado na Educação Infantil, oferecendo orientações teórico-práticas e trazendo exemplos referentes à elaboração e à realização de projetos com as crianças.
    Linhas norteadoras do planejamento e das práticas educativas com bebês e crianças até os seis anos é o tema desenvolvido, no Capítulo 3, por um grupo de educadoras experientes em formação docente, que complementa as questões desenvolvidas nos primeiros capítulos em termos dos fazeres cotidianos das professoras em consideração às diferentes idades das crianças e suas necessidades, abordando, também, alguns temas essenciais a serem contemplados no planejamento: as representações de criança, a alfabetização e a literatura infantil.
    Contextualizando e ilustrando os fundamentos teóricos e metodológicos dos primeiros capítulos, o Capítulo 4 reúne um conjunto de práticas e projetos desenvolvidos com bebês e crianças até quatro anos. Tratam-se de relatos de professoras atuantes em diferentes instituições que, de forma sensível, apresentam recortes de suas vivências com as crianças, ao mesmo tempo em que expõem suas maneiras de pensar e de conduzir o trabalho educativo no seu dia a dia com elas.
    Com o mesmo enfoque, o Capítulo 5 apresenta exemplos de projetos pedagógicos desenvolvidos com crianças de quatro a seis anos. Pode-se observar, pelos relatos, os significativos contextos educativos construídos pelas professoras no desenrolar dos projetos, com a participação intensa das crianças e o grande respeito à suas iniciativas e curiosidades.
    O mérito desta publicação é apresentar, na prática, os princípios teóricos defendidos, especialmente quanto à valorização das crianças e dos educadores como sujeitos do seu próprio conhecimento, podendo servir como referência aos leitores na elaboração de propostas pedagógicas alicerçadas nesses princípios.

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