Arte-Educação

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Teatro com jovens e adultos

princípios e práticas

Vera Lúcia Bertoni dos Santos e Mirna Spritzer (Orgs.)
ISBN: 978-85-7706-084-9
ed. 144 p.
Esta obra destina-se a professores que atuam com jovens e adultos, trazendo uma proposta convidativa para que exercitem o teatro no sentido de despertar a imaginação dos alunos, sua sensibilidade e seu fazer estético. Segundo as organizadoras, exercícios e improvisações teatrais favorecem o alargamento dos referenciais semânticos e de conhecimento de jovens e adultos tanto no que se refere ao "estar em cena" quanto ao "ser plateia". Sob essa ótica, defendem o ensino do teatro na escola como possibilidade de troca, de transformação das relações sociais e de ampliação das visões de mundo, ou seja, um encontro entre seres humanos que aprendem entre si e se enriquecem mutuamente.
  • Sumário
    Apresentação
    Vera Lúcia Bertoni dos Santos


    Ator: corpo e ação
    Mirna Spritzer

    Atuação, interpretação e representação
    Sobre repertórios
    Pedagogia do teatro

    Teatro e conhecimento
    Vera Lúcia Bertoni dos Santos

    O teatro na escola

    Oficina de iniciação teatral
    Adriana Serrão Schneider, Daniela Dutra Silveira, Leonardo Costa Dias,
    Luciana Rodrigues Marcon, Márcia Kopczynski de Freitas Filha,Patrícia Cristina Schlichting e Vera Lúcia Bertoni dos Santos

    Aula 1: o começo
    Aula 2: enamorados
    Aula 3: objeto imaginário
    Aula 4: onde, quem e o quê?
    Aula 5: espelho
    Aula 6: retrospectiva
    Aula 7: surgem os mendigos
    Aula 8: dona maria
    Aula 9: a aula das sensações
    Aula 10: blablação e valsa
    Aula 11: o retorno dos mendigos e o começo da chuva
    Aula 12: teatro é
    Aula 13: ambientação sonora e composição das minicenas
    Aula 14: apresentação e piquenique

    Reflexos da experiência
    Vera Lúcia Bertoni dos Santos

    Teatro como encontro
    Para uma pedagogia vocal no teatro
    Professor e aluno construindo identidades na prática teatral
    O valor da memória na formação docente
    Qualificação da prática teatral, apreciação e avaliação
    Do individual ao coletivo: desafios da ação pedagógica na iniciação teatral
  • Trecho
    A compreensão do teatro, como um sistema de conhecimento passível de ensino e aprendizagem no meio escolar, corresponde a avanços relativamente recentes do pensamento pedagógico em arte. Tais avanços relacionam-se a pressupostos filosóficos e antropológicos de autores, como Johan Huizinga (1872-1945), Ernst Cassirer (1874-1945) e Susanne Langer (1895-1985), dentre outros teóricos contemporâneos que estudam as relações entre as formas artísticas, o jogo e a cultura. Relacionam-se, também, a teorias psicogenéticas acerca do desenvolvimento da inteligência humana, concebidas por estudiosos como Henry Wallon (1879-1962), Lev S. Vygotsky (1896-1934) e Jean Piaget (1896-1980).
    A partir desses fundamentos e de seus desdobramentos, desenvolvem-se abordagens de fundo interacionista do teatro na educação escolar, identificadas, neste texto, como "“enfrentamentos contemporâneos"” do ensino de teatro, por emergirem da necessidade de darmos conta, em nossa época, de questões levantadas por um modelo de sociedade globalizada e complexa, no qual o teatro, nas suas dimensões teórica e prática, representa uma possibilidade de ampliação da ação do sujeito frente aos desafios do cotidiano.
    Dentre as muitas teorias e práticas de ensino e aprendizagem de conteúdos e procedimentos relacionados ao teatro, que se multiplicam na proporção da pluralidade e diversidade das pesquisas atuais no campo dos estudos teatrais e da pedagogia do teatro, alinham-se as abordagens metodológicas dos jogos teatrais e do jogo dramático. Os jogos teatrais constituem um sistema de aprendizagem do teatro alicerçado nos princípios e experiências artístico-didáticas da pesquisadora norte-americana Viola Spolin junto a grupos de teatro improvisacional nos Estados Unidos, na década de 60.
    Spolin relaciona o desenvolvimento da improvisação teatral à capacidade de experimentação e de criação de uma realidade estabelecida por um grupo em torno de interesses comuns, pautado pela observância de regras de funcionamento previamente estabelecidas. Seus pressupostos de ensino e aprendizagem são apresentados didaticamente e elucidados mediante propostas pedagógicas, abrindo uma perspectiva de "“diálogo”" com o professor, com o diretor de teatro, ou com quem se disponha a coordenar processos de improvisação teatral com crianças, jovens ou adultos no meio escolar formal, em seus diversos níveis, noutras esferas educacionais não formais, na formação e no processo de criação do ator amador ou profissional.Dentre os aspectos presentes na obra de Spolin, têm-se:
    o princípio do "“jogo"”, que permeia a totalidade do seu trabalho; a construção de um “"sistema de avaliação”" com critérios precisos, fundado na responsabilidade do professor e no envolvimento do grupo;
    a interação entre os participantes da experiência teatral em favor da cooperação;
    a plateia, entendida como instituidora do sentido no teatro; o movimento de "“transposição do processo de aprendizagem para a vida diária”", característica fundamental do processo de criação no teatro, ou seja, das idas e vindas entre o real (do qual o jogador extrai a matéria para a sua ação na cena) e o ficcional (por meio do qual ele expressa novos estados dessa matéria), objeto de apreensão dos “"espectadores"”, que conferem (ou não) sentido às ações dos jogadores
    “"em cena"”; o aspecto da "“fisicalização"”, atitude corpórea assumida pelos jogadores para evidenciar a realidade teatral.

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